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Experiência Amazônia com criança: nossos 5 dias no Juma Amazon Lodge

Amazônia com criança! Uma viagem que nos emocionou! Não tem como descrever de outra forma nossas 4 noites e 5 dias no Juma Amazon Lodge, hotel localizado em meio à Floresta Amazônica.

A experiência começou no translado, que nos pegou em Manaus e durou 3 horas. Primeiro pegamos uma van até o segundo transporte, que era uma lancha. O percurso da lancha passa pelo encontro dos rios Negro e Solimões, um espetáculo da natureza, já que as águas dos dois não se misturam.

Na sequência, a lancha nos deixou em terra, onde pegamos mais uma van e esta nos deixou no último transporte, que era mais um barco. Ali o coração começou a bater forte, pois era mata para todos os lados e me emocionei muito em saber que eu estava NA FLORESTA AMAZÔNICA. Um sonho? Não sei! Mas passar a vida ouvindo sobre ela e de repente estar ali foi emocionante demais. Lembrar das histórias, do desmatamento e de sua importância foi emocionante e a cabeça não parava de pensar.

No final do translado avistamos cabanas em cima de árvores e ficamos empolgadíssimos. Era a nossa mais nova casa! O Juma Amazon Lodge.

Vista da chegada ao hotel
Vista da chegada ao hotel

Além de ter vista panorâmica, cada um de seus 19 bangalôs proporciona o conforto necessário, sem excessos. Cerca de 40 paineis solares e 72 baterias garantem a energia elétrica e o aquecimento da água, reduzindo assim o uso de geradores convencionais. Parte dos artigos de higiene pessoal disponível são biodegradáveis, o que contribui para a política de tratamento de resíduos do hotel.

Nosso bangalô era um dos 12 com vista para o Rio Juma. Achamos o quarto super confortável e amamos a vista. Um detalhe curioso é que o quarto balança. A maior parte do tempo é praticamente imperceptível, mas se deixar um objeto pendurado na parede perceberá que ele fica quase o tempo todo em movimento. Como fomos em dias de chuva, acredito que balançou ainda mais, mas nada que nos deixasse tontos, ok? Engraçado que ao voltar para casa eu me senti estranha em estar em um local totalmente fixo (risos).

Ao chegar no hotel fomos apresentados para o nosso guia, o Marcos, que ficou conosco durante todos os dias. Todos os hóspedes têm seu guia, que é o responsável pelos passeios.

Passeios que fizemos por lá

Conhecemos à Sumaúma, a mais alta e mais larga árvore amazônica, com aproximadamente 100 anos;

Participarmos do plantio de uma muda;

Visitamos a casa de um caboclo, que nos mostrou como os índios preparam a farinha de mandioca, o tucupi e nos ensinou (ou tentou ensinar) a subir na árvore para pegar açaí;

Curtimos a piscina do Juma, que utiliza a água do próprio rio;

Descansamos no redário;

Fizemos trilha com o guia, que nos contou sobre os tipos de plantas e espécies que vivem por lá;

Participamos da Focagem, saída de barco noturna onde o guia pega um jacaré na mão para conhecermos de perto;

Andamos de barco à noite sem nenhuma luz, para aprender como os moradores da comunidade ribeirinha se guiam. Este passeio, que a princípio deu medo, foi um dos mais incríveis. Imagine um barco no meio da floresta e em cima um céu estrelado, os sons da natureza… Foi perfeito.

Fizemos uma oficina de artesanato indígena com os guias.

A programação incluía a pesca de piranhas, mas como não curtimos pescar um dos guias nos levou para conhecer um projeto dele e de sua filha de preservação de tartarugas.

Os dias no Juma Amazon Lodge são norteados pelo espírito de aventura e pela curiosidade, principalmente das crianças. Elas costumam ficar animadas com as visitas dos simpáticos e espertos macacos barrigudos. Diariamente, eles trocam o alto das árvores pelas passarelas que conectam todas as dependências do hotel, momento em que é possível ficar mais perto dos animais e registrar o inusitado encontro em fotos.

Pretinha, uma das moradoras do Juma

Obviamente o Juma Amazon Lodge oferece pensão completa, afinal nem existe onde comer próximo a ele. As refeições são café da manhã, almoço, café da tarde e jantar. No geral os pratos são simples, diversificados e com comida regional. No cardápio encontramos sempre opções como tapiocas, mandioca feitas de diversos jeitos, peixes, frutas e sucos regionais. Pratos tradicionais brasileiros como arroz, feijão, verduras e saladas também fizeram parte do cardápio. Massas e outros tipos de carnes também eram servidos diariamente.

O restaurante do hotel tem vista para o Rio Juma e, se tiver sorte como nós, avistará durante as refeições jacarés e botos.

O Juma não tem WiFi e nem TV. A ideia é proporcionar desconexão e conexão. E nossos dias foram assim, de passeios e momentos em família.

Amazônia com criança: idade ideal para este passeio

A Juju tem 6 anos e curtiu demais. Claro que os passeios são mais culturais e boa parte deles foram mais interessantes para mim e para o meu marido.

Se perguntar para ela o que gostou ela dirá “a piscina!” Acredito que o passeio seja para qualquer idade, mas pode ser ainda mais proveitoso para crianças que já estejam aprendendo sobre a história do nosso país, ecologia e biologia na escola.

E os mosquitos?

Não há muitos mosquitos na região do Juma, pois a água do rio é mais ácida. De qualquer forma andamos o tempo todo com repelente.

Na trilha, ao se afastar do rio, há mais mosquitos, mas imaginei que teria muito mais.

Quais animais vimos por lá?

As macacas Anita e Pretinha são moradoras livres do Juma Amazon Lodge. Diariamente elas apareciam por lá. Avistamos também botos, aves de todos os tipos (inclusive tucanos), jacarés (um deles nos visitou embaixo do nosso bangalô), bicho preguiça e tartaruguinhas (lá eles dão outro nome).

Não vimos nenhuma onça, mas provavelmente elas devem ter nos visto (risos). As onças da região costumam atacar animais como porcos, que são criados pelos moradores da comunidade ribeirinha, mas dizem que é raríssimo ela atacar um homem.

Amazônia com criança: melhor época para ir

Dizem que junho, julho e agosto são os meses mais certeiros: rios cheios, menos risco de chuva e mais garantia de dias ensolarados (consequentemente são também dias de muito calor).

Nós fomos no final de janeiro e pegamos alguns dias chuvosos e outros nublados, foi perfeito! Isso porque é a época mais fresca para ir. Eles chegam a dizer que janeiro é inverno por lá e eu peguei dias de 30 graus. Então imagina no calor?

Essa viagem foi muito especial para nós, como já disse no começo da matéria. Os funcionários do Juma nos contaram que os brasileiros são 30% do público que visita o hotel e realmente notei que durante nossos dias lá encontramos muitos Alemães, Ingleses, Chineses, Franceses e por aí vai.

Fiquei me perguntando porque nós brasileiros valorizamos menos nosso patrimônio do que o pessoal de fora.

Outra coisa que notei é que ao contar que iria para a Amazônia muitas pessoas acharam estranho eu levar uma criança e se preocuparam com nossa segurança.

Espero que com essa matéria fique claro que conhecer a Floresta Amazônica é sim uma baita opção de viagem para fazer em família.

Dica: no nosso Instagram deixamos stories salvos mostrando os vídeos da viagem.

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