Especialista ressalta que rede de apoio de familiares e amigos pode auxiliar as mamães de forma estratégica mesmo à distância
Para as mães de primeira viagem o desafio é grande. Afinal, é um momento em que o auxílio de parentes e pessoas próximas naturalmente acontece. Com o isolamento social, muitas mães que estão na fase do puerpério enfrentam esse momento sozinhas; e ainda com mais receios do que os já habituais desta fase.
A coordenadora do curso de psicologia da Anhanguera Santana, Lizandra De Campos Brandani, relata que o puerpério já um desafio por si só. “É um momento que surge a solidão materna, alterações hormonais, vulnerabilidade e a adaptação à nova realidade. São fatores que, antes da pandemia, já sensibilizavam a mãe, que precisa de todo o suporte de quem está à sua volta”.
A psicóloga explica que o mais desafiador agora é o distanciamento da rede de apoio presencial devido ao COVID-19. “As mães precisam entender que neste momento o medo é de fato real em meio a todo esse cenário, mas não há problema nenhum em senti-lo. Vale dizer que este não é um momento de colocar fardos e sim de retirar as cobranças sobre elas. É necessária cuidar delas, para que elas possam cuidar do bebê”.
Para aqueles que não estão em contato direto com as mães seguem algumas dicas da coordenadora da Anhanguera Santana
Envie comida delivery ou comida congelada. Todos sabem como a alimentação ficou ainda mais complexa neste momento de pandemia. Então toda comida enviada às mães auxilia demais o ambiente doméstico.
Busque roupas para lavar. Buscar as roupas para que sejam lavadas na casa de parentes ou amigos é mais um fardo retirado dos ombros da puérpera no cenário do novo coronavírus, que exige uma higiene ainda mais rígida.
Sempre que for ao mercado, pergunte se a mamãe está necessitando de algo. Com a impossibilidade de sair de casa neste momento; quem vai até o mercado ou está pedindo via delivery pode auxiliar a mãe atendendo a lista de compras dela.
Ouça mais, julgue menos. Em meio a uma pandemia mundial, exigir das puérperas algum tipo de atividade ou julgar algumas ações pode ser extremamente insensível e fragilizá-la ainda mais. Conversar e ouvir os anseios da mulher, mesmo que seja de forma remota usando a tecnologia, vai fazer toda a diferença.
Se tiver em casa, faça o serviço e as refeições: para quem mora junto com a puérpera, seja marido, filhos ou parente, este é o momento de ajudar. A mulher não pode estar envolvida na rotina da casa de forma intensa e vai se sentir amada e acolhida se ver todos mobilizados para ajudá-la.






