Oficinas e visitas guiadas propõem uma experiência lúdica para crianças e jovens na exposição

Em sua reta final, a 36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática amplia a programação dedicada ao público infantojuvenil, com atividades gratuitas voltadas a crianças a partir de cinco anos, acompanhadas por seus responsáveis. As ações acontecem de 20 de dezembro a 4 de janeiro, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, e integram o programa Conjugações – Educação, que propõe oficinas e visitas temáticas durante o período de férias.

A programação convida crianças e famílias a vivenciarem a exposição de forma sensível e participativa, por meio de experiências inspiradas em brincar, cantar, dançar, jogar e contar histórias. As atividades dialogam com obras dos artistas Antonio Társis, Nádia Taquary e Marlene Almeida, estimulando a escuta, a imaginação e a experimentação artística, além de promover reflexões sobre convivência, diversidade e diferentes formas de ser e estar no mundo.

Confira a programação para as próximas datas

20/12: Chama chão

A oficina Chama chão convida as crianças a investigarem os conceitos de chão e território. A atividade, conduzida por Thiago Franco com a equipe da Fundação Bienal, propõe uma reflexão lúdica e afetiva sobre a matéria terra, inspirada na instalação Terra viva (2025), da artista Marlene Almeida. Além da materialidade, o grupo será provocado a dialogar sobre o contexto de território no universo das infâncias, ampliando suas perspectivas e criando novos diálogos. A experiência começa com questionamentos como: O que há sob os pés das crianças? Que outros chãos elas já pisaram? Onde aprenderam a andar? Seus pais e avós nasceram neste solo brasileiro? Para construir uma infância com direito ao brincar, é preciso liberdade no quintal? A Bienal pode ser um chão para a criança?

Horário: 10h30 às 12h e das 15h às 16h30

Local: Varanda Bienal

Público: crianças maiores de 5 anos e seus acompanhantes

*inscrições no espaço de educação e ação limitada a 15 crianças acompanhadas pelos responsáveis

25/10: Oficina Estado de pássaro

Seria mais fácil conhecer o mundo se fossemos pássaros? O pássaro precisa de passaporte para imigrar? Existem fronteiras para as aves? Será que, em uma exposição de arte contemporânea, existem pássaros de outros lugares? Já viu um homem-pássaro? Já viu uma mulher-pássaro? Já conheceu uma criança-pássaro? O pássaro preso ainda é pássaro?

Esta visita-ateliê conduzida por Thiago Franco com a equipe da Fundação Bienal tem como inspiração a ideia de fluxos migratórios das aves e pessoas que buscam ou são retiradas de seus territórios. O encontro inicia-se na obra da artista Nádia Taquary – Ìrokò: a árvore cósmica, 2025 – e provocara as crianças, por meio de uma narrativa lúdica, a percorrerem o espaço da exposição pensando na força e poética que pode conter no movimento de migração dos pássaros. O encontro pretende visitar os três pisos da exposição, percebendo quais obras podem dialogar com o estado de liberdade.

Horário: 10h30 às 12h

Local: Espaço de educação

Público: crianças maiores de 5 anos e seus acompanhantes

*inscrições no espaço de educação e ação limitada a 15 crianças acompanhadas pelos responsáveis

27/12: Visita temática O som do invisível

O som tem cor? O silêncio é invisível? Qual foi o primeiro som que ouviu na vida? Batida do coração é tambor? Para ouvir o silêncio é preciso desacelerar? Quanto tempo é preciso para se ouvir tudo que há no espaço? Esta visita temática convida as crianças a silenciar os ouvidos para ouvirem com imaginação e com uma escuta desacelerada a exposição. O encontro além de se inspirar em alguns dos temas curatoriais como tempo, espaço, calma e silêncio, toma como caminho sonoro a obra do artista Antonio Társis – catástrofe orquestra #1 (ato1) – e propõe a construção de uma paisagem sonora a partir das obras que serão visitadas até chegar na obra de Társis.

Essa construção criativa da paisagem sonora se dará de forma lúdica por meio de proposta brincante e imaginativa durante a visita. O arte-educador Thiago Franco conduzirá o grupo com uma “maleta – caixa de música – caixa sonora” que guardará os sons propostos pelas crianças durante o encontro. Ao fim da visita, escutarão qual canção silenciosa puderam criar juntos.

Horário: 10h30 às12h

Local: Espaço de educação, térreo

Público: crianças maiores de 5 anos e seus acompanhantes

*inscrições no espaço de educação e ação limitada a 15 crianças acompanhadas pelos responsáveis

3/01 a 4/01: Os peixes não falam, da Cia Primeiro Olhar

Os peixes não falam é um espetáculo poético e sensorial para bebês e crianças pequenas, de 0 a 5 anos, que explora a linguagem que antecede a palavra através de sons, gestos e objetos, focando no silêncio, no movimento e na descoberta afetiva, criando um ambiente acolhedor para todos, inclusive crianças no espectro autista.

Horário: 10h30 às 11h30

Local: Auditório do 3º pavimento

*retirada de ingressos por ordem de chegada

36ª Bienal de São Paulo – Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática

Curador geral: Bonaventure Soh Bejeng Ndikung / Cocuradores: Alya Sebti, Anna Roberta Goetz, Thiago de Paula Souza / Cocuradora at large: Keyna Eleison / Consultora de comunicação e estratégia: Henriette Gallus / Cocuradores adjuntos: André Pitol, Leonardo Matsuhei

 

Serviço Passeios Kids

36ª Bienal de São Paulo

Local: Parque do Ibirapuera

Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº  Parque Ibirapuera · portão 3

Período: até 11 janeiro de  2026

Dias e horários: terça, quinta, sexta e domingo, das 10h às 18h (última entrada: 17h30) | quarta e sábado, das, 10h Às 20h (última entrada: 19h30)

Gratuito

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